Vale do Anhangabaú é palco da premiação da 45.ª Mostra Internacional de Cinema

Foto: Mario Mirando Filho / Agência Foto

A entrega dos troféus Bandeira Paulista da 45.ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, realizada na última quarta-feira, 03, no Vale do Anhangabaú, embaixo do Viaduto do Chá, contou com a presença dos brasileiros premiados e de personalidades do meio cultural. 

Durante a solenidade apresentada por Renata de Almeida e Serginho Groisman, a atriz, diretora e produtora baiana Helena Ignez recebeu o prêmio Leon Cakoff. Os filmes premiados escolhidos pelo Júri Popular e Oficial foram Clara Sola, Compartment n.º 6, Pequena Palestina, Diário de um Cerco, Urubus, Onoda – 10 Mil Noites na Selva, Summer of Soul (…ou, Quando a Revolução Não Pôde ser Televisionada) e O Melhor Lugar do Mundo É Agora.

Já a obra Entre Espelhos recebeu o prêmio Projeto Paradiso e foi contemplado com uma bolsa no valor de R$ 30 mil.

Confira a seguir os premiados de cada categoria.

Prêmio do Júri Internacional

Os filmes da seção Competição Novos Diretores mais votados pelo público foram submetidos ao Júri formado por Beatriz Seigner, Carla Caffé e Joel Zito Araújo, que escolheu Clara Sola como melhor filme, Wendy Chinchilla Araya (Clara Sola) como melhor atriz e Yuriy Borisov (Compartment n.º 6) como melhor ator, além de premiarem com Menção Honrosa Pequena Palestina, Diário de um Cerco . Outras obras foram escolhidas pelo público e pela crítica brasileira. Os filmes receberam o Troféu Bandeira Paulista (uma criação da artista plástica Tomie Ohtake).

Prêmio Projeto Paradiso

Todos os diretores que tiveram títulos selecionados para a Mostra Brasil poderiam inscrever um novo projeto para concorrer a um prêmio oferecido pelo Projeto Paradiso, uma iniciativa do Instituto Olga Rabinovich. A bolsa, no valor de R$ 30 mil, é destinada ao roteirista do projeto em fase de desenvolvimento e inclui ainda mentorias, coaching para o produtor, workshop de audiência e participação em mercados internacionais.

O projeto premiado neste ano foi Entre Espelhos, com produção de Ailton Franco e roteiro de João Braga.

Prêmio do Público

O público da 45.ª Mostra escolheu, entre os estrangeiros, Onoda – 10 Mil Noites na Selva , como melhor filme de ficção, e Summer of Soul (…ou, Quando a Revolução Não Pôde ser Televisionada), como melhor documentário. Entre os brasileiros, O Melhor Lugar do Mundo É Agora foi o melhor documentário e Urubus recebeu o prêmio de melhor ficção.

A escolha do público é sempre feita por votação. A cada título assistido, o espectador vota em uma escala de 1 a 5, sempre ao final do filme. O resultado proporcional dos títulos com maiores pontuações determinou os vencedores.

Prêmio da Crítica

A imprensa especializada que cobre o evento e tradicionalmente confere o Prêmio da Crítica, também participou da premiação elegendo URUBUS como o melhor filme brasileiro e O Compromisso de Hasan como o melhor estrangeiro.

Dirigido por Cláudio Borelli, o longa Urubus foi escolhido pela crítica “porque conseguiu captar com suas lentes a urgência jovem que pode ser entendida como uma urgência do próprio cinema brasileiro nos dias de hoje. Se o outro diz que quanto mais alto maior a queda, neste filme, quanto mais alto o pixo, maior a letra de suas assinaturas, de seu rastro de arte, de vida e de resistência.”

Já o longa estrangeiro foi O Compromisso de Hasan, de Semih Kaplanoglu, escolha assim justificada pelo júri da crítica: “Nesta quadra da história do cinema, parece desnecessário elogiar a perfeição técnica e a beleza visual de um filme, mas a fotografia do filme turco O Compromisso De Hasan, de Semih Kaplanoglu, é das mais belas do cinema. Esse rigor formal é colocado a serviço de um drama forte, o que parece ser a luta de Davi e Golias. Um agricultor luta contra o Estado em defesa de suas terras. A história fica ainda mais complexa quando entra o conflito familiar”.

Prêmio da Abraccine

A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine)  também realiza tradicionalmente uma premiação que escolheu o melhor filme brasileiro entre os realizados por diretores estreantes. Neste ano, o eleito foi o longa A Felicidade das Coisas , de Thais Fujinagua.

“O filme foi escolhido pela tessitura do cotidiano e do político no retrato de uma família de classe média brasileira que se revela em gestos, afetos, faltas e frustrações, sobretudo a aflição materna em um cenário – e país – à beira do abismo”.

Prêmio Brada | Melhor Direção de Arte

O Prêmio BRADA de Direção de Arte ou Production Design como se credita a função internacionalmente, vai para o filme Clara Sola.



Colaboração: Tarcílio de Souza Barros

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