Conheça cinco obras interativas do File, festival que mistura arte e tecnologia em SP

Obra ‘VJYourself!’/Divulgação

Por Guilherme Luis

A onda de exposições imersivas e interativas em São Paulo ficará ainda maior a partir desta quarta, dia 13, quando tem início o File, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, que volta à cidade. Gratuito, o evento conta com a exposição “Supercriatividade”, que reúne obras diferentonas –algumas até esquisitas–, que abusam da tecnologia para aumentar a imersão do público.

Para explicar o conceito, Ricardo Barreto, um dos curadores do festival, diz que é possível encontrar criatividade não só na arte, mas também em áreas como a física e a química. “Há quem consiga criar uma ruptura que nos permite ver o mundo de uma forma diferente.”

O resultado é que várias das obras expostas tentam seduzir o público que gosta de arte instagramável. É o caso de “Augmented Shadow: Inside”, que coloca o visitante com uma lanterna num lugar escurinho para interagir com sombras virtuais, que não são sombras de verdade.

Outro trabalho para quem quer tirar fotos para fazer sucesso na internet é “Liminal”, em que pessoas precisam atravessar um arco para ver suas imagens distorcidas projetadas numa parede.

Ao todo, são 230 obras criadas por pessoas de mais de 30 países diferentes. A exposição será aberta no Centro Cultural Fiesp, na avenida Paulista, e fica em cartaz até agosto. A 21.ª edição do File tem ainda uma atração chamada “File Led Show”, em que imagens serão exibidas na fachada do prédio, sempre entre 19h e 6h.

Veja, a seguir, cinco destaques do festival. 

File – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

Quando: Qua. a dom., das 10h às 20h; de 13/7 a 28/8

Onde: Centro Cultural Fiesp | Av. Paulista, 1.313, Bela Vista, centroculturalfiesp.com.br

Preço: Grátis

Link: https://file.org.br/file_sp_2022

Augmented Shadow: Inside

O sul-coreano Joon Y Moon criou uma obra que faz uso de realidade aumentada. Numa sala pouco iluminada, o visitante recebe uma lanterna enquanto caminha pelo espaço —nas paredes e no chão, surgem sombras “virtuais”, com desenhos de portas, janelas, cadeiras e até de pessoas caminhando. Nada disso é gerado pela luz da lanterna nem existe de verdade no recinto, o que gera a sensação de estranheza.

Quantum Jungle

O artista alemão Robin Baumgarten usa a obra para falar sobre conceitos complexos da física. Para isso, põe numa parede várias molas de metal e luzes LED coloridas que brilham conforme os visitantes tocam nas molas.

Liminal

O canadense Louis-Philippe Rondeau quis brincar com o reflexo das pessoas. Quem cruzar o arco de metal da obra verá seu reflexo projetado na parede –só que as imagens aparecem bizarramente distorcidas e mudam conforme a pessoa se mexer. É uma boa dica para atualizar as redes sociais.

VJYourself!

Para curtir essa obra não dá para ser tímido. Aqui o visitante precisa fazer uma dancinha em frente a uma câmera, que capta as imagens e cria efeitos e texturas. A criação é do estúdio audiovisual espanhol Playmode Studio.

#L1, After Dan Flavin

É uma escultura de luzes neon que faz uma espécie de homenagem ao artista Dan Flavin, que usava esse tipo de iluminação em suas criações. A obra exposta foi criada pelo artista Fernando Velázquez, nascido no Uruguai e depois naturalizado brasileiro.

Fonte: https://cutt.ly/XLQDKHr

dgtvmidia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.