MOSTRA SESC DE CINEMA: ALPES

Por Tarcilio de Souza Barros   

Foto: Reprodução

Gosto de compor análise de filme logo no amanhecer do dia.

Cabeça ainda está fresca, não contaminada pelo meio ambiente.

Ademais, não faço por meio de notas.

Vão surgindo espontaneamente.

Se estão viáveis, que meu caro leitor diga.

Feita análise do filme, de imediato envio para a Digital TV, conceituado por sua cultura endereçada ao leitor, sob direção do eminente jornalista Maurício de Araújo.

Hoje vamos comentar o filme “Alpes”, visto na Cabine de Imprensa, acompanhado do exímio analista de cinema e consumado cinéfilo José Roberto Margonari.

O filme do grego Yorgos Lanthimos, com roteiro e direção de sua autoria, é como se diz popularmente “Isso é grego, pra mim”!

Plot conta a história de um grupo de pessoas que abrem um negócio para ajudar seus clientes a lidar com o luto dos entes queridos.

A cena inicial mostra, na quadra de um ginásio, Angelika, ginasta rítmica dançando com a fita. Seu corpo é esguio, seus rodopios e movimentos são admiráveis.

Quando finda a dança, ela está com o seu técnico ao lado e diz pra ele que não gosta dessa dança, pois é exaustiva, parecendo que vai morrer.

Esse é o primeiro sinal falando da morte.

O leitor vendo o filme se assombra com sua tonalidade negra, os personagens não apresentam sorrisos, representando seu papel de forma taciturna.

O filme tem uma cena em que os sócios da firma Alpes dão uma festa num saguão de um hotel, sendo executada a música latino-americana “La Salsa” – que é alegre. Vê-mo-los dançarem circunspectos, sem vida.

Neste clima sombrio, onde o luto predomina, tudo é negro como a morte.

Na cena que Angelika é agredida com uma muleta de madeira no rosto, desferida por seu técnico, é um golpe mortal.

Chegamos na cena final, após tanta morbidez, com a volta de Angelika a quadra do ginásio, onde seu técnico assiste a pupila dançar alegremente, dissipando as trevas, deixando resplandecer a luz.

Serviço

Filme: Alpes

Rot./Dir. Yorgos Lanthimos

Atriz principal: Angeliki Papoulia

Origem: Grécia – Cor – 93 min. – 2017 – Ficção

Avaliação: Por sua concepção inusitada, avaliamos em “Excelente”

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